A Estranha Loja das Palavras

A Estranha Loja das Palavras
05/11/2017 Barata Cichetto

Um tanto estranha aquela loja do interior
Que tinha um verso pintado no exterior
A loja vendia palavras e não seus sentidos
E eram vendidas como se fossem vestidos.

E estranho também era aquele vendedor
Que dizia não saber o que era vender dor
E pelas roupas usadas pelo tal gerente
Sabia-se não ser aquele lugar de gente.

Estranho também que na loja não tinha portas
Pois os fregueses eram apenas pessoas mortas
E na tal loja ninguém precisava pagar o preço
Já que o dono tinha dos fregueses o endereço.

Estranha mesmo a loja das palavras permitidas
Pois ali não se vendiam as que foram proibidas
E assim eram as coisas naquela estranha cidade
Onde ninguém sabia onde era a loja da liberdade.

18/07/2017

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